Fazer registro no exterior custa caro

Proteger a propriedade intelectual é um processo que ganha cada vez mais adeptos no Brasil. O processo, no entanto, é caro e muito trabalhoso. O empreendedor Eduardo de Mello e Souza contou sua epopeia para registrar a família de patentes de uma máquina de alta precisão para fabricação de próteses dentárias. "Além da burocracia, o processo de registro exigiu entre 40 e 7 0 mil dólares em cada um dos países que selecionamos", disse.

Membro do Projeto BioGénie, Souza é um dos quatro jovens que investiram na invenção. A máquina surgiu da pesquisa de um cirurgião dentista e quatro engenheiros formados pela Pontifícia Universidade Católica (PUC). Eles se uniram na criação um sistema para produção de próteses - com foco em implantes dentários - que coubesse nos consultórios. A ideia deu certo e, então, eles começaram a escrever, com apoio de advogados, as patentes. Após sete anos de muito trabalho, o mercado mundial de implantes dentários explodiu - está estimado em US$ 3,4 bilhões - e os grandes competidores europeus buscaram tecnologia para atender os consultórios.

Esbarraram na família de patentes dos brasileiros. "Tiveram de nos ouvir e negociar o licenciamento. O desenvolvimento tecnológico é lucrativo e o registro de patentes tem de ser planejado", afirmou Souza.

Outro desafio foi vencer as duras negociações com gigantes da saúde. Algumas empresas tentam desqualificar o projeto para reduzir o valor do licenciamento. "É preciso ser firme para defender o produto", disse Souza. (ET ).

13/06/2012
Site: Valor Econômico

 

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