Blog do Felippe
O Comunicador

artigo2Como sempre faço depois do almoço costumo dar aquela sesteada para não dormir em frente ao computador.

É um hábito salutar e evita acordar de sobressalto babando sobre o teclado.

Tinha começado a redação de uma invenção. Era um negócio complicado sobre eletrônica, acho. Não me lembro mais ao certo, quando fui interrompido pela minha secretária, avisando que tinha um cliente me esperando na sala de reuniões para falar comigo. O sujeito tinha telefonado de manhã e marcado uma reunião à tarde, mas a essa altura, eu já tinha me esquecido por completo desse encontro. No entanto, interrompi o meu trabalho e fui conversar com o possível cliente.

Apresentações feitas: fomos ao que interessa.

— No que eu posso lhe ajudar? — perguntei.

— Tenho uma invenção que vai revolucionar a humanidade — respondeu.

— Que interessante! Do que se trata? — indaguei em seguida, — mas, cá com os meus botões, pensei: lá vem chumbo grosso.

— É um comunicador — sentenciou o homem.

— Muito bem! É uma novidade? Um aperfeiçoamento? Como ele é? Você já tem um protótipo?

— Não, ainda não construí um — respondeu.

— Não tem importância! Tem desenhos, esquemas, algum texto que eu possa ler para entender como ele funciona? — ponderei.

— Não. Não tenho nada ainda, mas eu vou te explicar. Não é difícil de entender.

Ao ouvir essa resposta soltei o corpo para trás na cadeira e fiquei esperando à pancada.

— Trata-se de um comunicador intergaláctico! É para me comunicar com os ET´s — proclamou o homem sem remorso algum.

Leia mais...
 
Aconteceu na Marca Brazil

artigo1Seu Antenor entrou na sala decidido. Ele era um homem de estatura baixa, bem forte para a idade, atarracado e cabelo cortado escovinha. Gostava de luta livre e dizia ser muito bom com arma branca e de fogo.

— Tenho uma invenção que vai acabar com os assaltos às agências bancárias.
Sorvi o mate com cautela, pois, para um cara que esgana um bando de assaltantes só com as mãos, todo o cuidado é pouco.

— Diga lá seu Antenor! Qual é a novidade? — perguntei abruptamente enquanto roncava o mate.

— O grande problema das agências bancárias é quando ocorre um assalto — disse o inventor com a segurança de quem contabilizaria muitas horas de experiência.

— Como assim?

— Os vagabundos entram dentro da agência com as armas em punho ameaçando todo mundo. E o que os seguranças fazem? Nada — respondeu seu Antenor a sua própria pergunta. Os guardas têm ordem de não reagirem em um caso como esse para não por em risco a vida dos clientes.

— Parece que evitar expor os clientes a uma situação de risco de vida é o mais adequado — ponderei. E além disso, existem as portas giratórias com detectores de metal.

— Estas portas não servem para nada, pois os guardas liberam o botão para mulheres e pessoas mais velhas. Já vi um caso de assalto onde uma falsa grávida entrou no banco com uma arma escondida na barriga. O guarda liberou a porta e ela rendeu o cara. Aí, junto com os outros comparsas que já estavam dentro do banco, fizeram o assalto.

Leia mais...
 


Solicite Atendimento